Idiôta. Está com a síndrome de Valentina Karan....
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Filosofia Ulça
Dia desses uma discípula Ulça veio me consultar, ao que tivemos uma proveitosa conversa, nesses comunicadores virtuais que nos engolem a ponto de não ligarmos mais por falar mais com os dedos do que com a língua. Enfim, a quem ainda é iniciante em minha sábia sabedoria anti-auto-ajuda, a conversa pode elucidar alguns pontos.
- ó mestre, me contai: como alcançaste o çuçeço?
- apegando-me somente ao essencial
- o que é essencial para ti? dinheiro, mulheres e bebida?
- dinheiro eu cortei pq me deprime
- eu cortei pq ele nao chega ate mim
- mulheres e bebida sempre
- se for uma mulher especial, como minha senhora, e uma boa bebida melhor ainda
- gosto da versão masculina disso: homens e bebida
- isso, homens e bebida: foco nisso. Enquanto não achar o seu Homem, divirta-se.
- incluiria comida tb
- comida tb
- mesa de bar resumiria tudo: tem comida, tem bebida e tem alcool
- mas equilíbrio sempre. harmonia
- existe a Bola de Neve Church, ne?
- eu já fundei a minha. vc pode se tornar mais uma fiel Ulça. temos comunidade no orkut
- posso ser fiel a 2 igrejas simultaneamente?
- sim, não temos preconceito e somos ecumênicos
- o que prega sua igreja?
- Cultuamos o deus Sol, como os antigos faziam, mas de um jeito diferente. Precisamos estar embriagados por qualquer substância que te traga felicidade e vicie pouco
- mas o deus sol so aparece durante o dia, e, pelo que vejo, vcs oram mais pela noite.....
- O Sol nos ilumina e deixa felizes. Quando brilha em excesso, é tempo da Crescente Fértil, a mágica era entre fins de novembro e Carnaval, aka VERÃO
- como fica isso?
- aí é que está: o sol, em tempos amenos, abençoa-nos com invernos frescos e tardes de moletom, o que nos leva a vinho e destilados e queijos e molhos. à noite, o culto é preparado pela formosa Lua, que tão bela alumia os olhos
- e o frio faz nos aproximarmos mais do sexo oposto, pelko conforto que isso nos proporciona. (eu pelo menos me aproximo do sexo oposto. Mas todos sao livres para se aproximar de quem quiser)
- (isso, vc está pegando a doutrina) A Lua refresca e inspira para o grande clímax, que é o nascer do Sol, nossa eucaristia fútil. Entramos em êxtase e celebramos a vida, lembrando, mais uma vez, como ela é fenomenal e como somos abençoados. Felizes, contagiamos as pessoas ao lado, que terão dias mais contentes ao nos ver. Isso é ulça. Beijar o céu como se ele fosse o homem da sua vida, mesmo que só por hoje.
- já temos uma biblia ou algo parecido para os Ulça?
- ainda não, mas penso em escrever
- ninguem escreveria como vc, mestre Ulça. (ta bom, talvez o Gustavo tb)
- Gustavo ainda tem muito a aprender neste quesito. ele guarda mágoas que precisam ser liberadas, sinto isso
- qual a bebida oficial da igreja? ou seria seita> parece mais de loucos
- cerveja, sempre, pq é a bebida da felicidade
- gosto dela. qualquer cerveja? De Nova Schin a Boehmia?
- respeitamos os gostos de cada fiel, mas pregamos pela excelência. Vinho é sabedoria, champanhe é sexo, destilados são loucura. todos fazem parte, mas o elo central é a cerveja. Por experiência própria, a qualidade e o nível das conversas são proporcionais aos do álcool ingerido. Quando tomei Nova Schin falava de axé. Duvel me fez questionar a pequenez da Terra
- gostei dos ensinamentos. a esta hora da manha, ainda nao estamos preparados a todos os ensinamentos que Ulça proporciona - e Brahma, o que proporciona?
- não reparei. mas coisas boas, cotidianas
- hum;........ e quando ingerimos caipira de 51?
- a vida é mais doce quando é de açúcar
- e o sensacional rum cubano? (sem açucar)
- pés na areia são mais felizes
Ulça.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Algumas coisas não têm por que existir. Chuchu, mosquitos, cerveja sem álcool e Jennifer Lopez são bons exemplos.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Sonhos bizarros do dia II
- Desculpa, cara, acho que exagerei. Não foi legal ter arrancado sua cabeça e depois chutado ela pro jardim.
- Tudo bem, já cresceu outra de volta. Mas eu só quero saber quem é que vai pagar os R$ 40 para eu recuperar minha memória. Não se faz back up assim, de graça.
***************************************(curral)
"Nunca imaginei que estaria de volta a Varadero em seis meses. Que pessoas horríveis, em que diabo de inferno farofeiro estou? Mas também, o que eu tô fazendo nesse parque aquático!? 'Jerusalém 5 d.C.', onde já se viu tema mais insano pra um parque aquático!? Pessoas despencando de quedas d'água de 15 metros de altura, montadas em toras, sem nenhuma proteção. Todos de túnicas. Todos barbudos. Filisteus e comunistas? Vamos bien..."
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
As mentiras que os homens contam
PNC! A regra é clara, boçal: quem se veste mal não escolhe estação pra ser jeca. É brega o ano todo. Seja usando esmalte de estrelinha vermelha com havaiana branca encardida e pelanca caindo do biquíni, seja de bota Ramarim, cachecol verde-limão e agasalho de nylon azul-bebê.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Resenhas de uma linha só II
Aproveitei a semana em que o cinema cabeçudo perdeu Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman para prestar minha homenagem à mais completa arte do século 20. Fui ver Harry Potter e Transformers no cinemão.
Harry Potter e a Ordem da Fênix é mais um exemplo de que, sim, filmes podem ser melhores que seus respectivos livros - mesmo que isso não digue lá muita coisa.
Transformers é a democratização nerd de Velozes e Furiosos: Colecionadores de bugigangas podem gostar tanto de carros quanto pitboys de corrente no pescoço - ainda mais se o possante virar um robô gigante.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Devaneios pé-de-serra
Outra das tantas noites fugazes e insólitas, tratei de observar as pessoas, como ajo quando não tenho muito o que fazer ou quando me sinto um desbravador de gentes, um bandeirante flaneur - ou seja, quase sempre. Ainda mais naquele forró em que me sentia confortavelmente um etê.
E esse garoto me chamou a atenção por três segundos. Três aparentemente insignificantes segundos. Mas era tempo de uma vida.
No primeiro, estava parado, assim como eu, mas olhando sem foco para algum ponto em Andrômeda ou para um anjo que passava flutuando em morangos. O rapaz parecia feliz, mas não pleno. Faltava-lhe. Era uma grande e redonda e gelada e vistosa bola de sorvete. Isolada numa tigela igualmente branca que a deixava ainda mais desejável e fragilmente protegida.
No segundo momento, ela chegou. Minutos preciosos gastos na fila de um banheiro de clube de interior. Uma intensa lua crescente brilhou no rosto dele, refletindo o sorriso puro que a garota lhe acenara.
No terceiro segundo dessa cena que não sei por que me marcou a noite a ponto de a estar passando para o papel, a bola de sorvete foi embebida e coberta inteiramente por uma grossa, marrom, cheirosa, quente como sauna calda de chocolate.
Derreteram-se.
Chapada dos Veadeiros, Abril 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
sonho bizarro do dia
Era uma cozinha de azulejos brancos (alguns levemente encardidos, outros trincados) até metade da parede, com uma porta para o quintal, a grama tão alta quanto o cabelo do moleque que enrolou duas semanas para cortá-lo. Na porta da geladeira, tão velha quanto aquela casinha de interior, um gatinho preto, do tamanho de uma mão, com uma cabeça grande e desproporcional. Um Hello Kitty freak show. Miava e ronronava, seria fofo não fossem aqueles dois tocos em seu lombo. O que achei ser um par de asas mal formadas eram, na verdade, patas traseiras inutilizadas. Órgãos vestigiais ou uma ecdise mamífera preguiçosa. Não serviam para nada, apenas como saias horrendas das patas normais.
Fecho a geladeira e há pequenos cachorros, iguais ao gatinho. Devia ser uma nova promoção do McDonald's das trevas, aqueles montes de cachorrinhos e gatinhos, lindinhos e bisonhinhos, feinhos de dó, frágeis e miseráveis. Não me espantaria se fossem anencéfalos. Proliferavam-se como gremlins.
Fui até a sala. Ao voltar, só havia um cãozinho. Os outros sumiram e o gatinho preto havia sido degolado por um falcão, que bebera seu sangue até arrotar, abandonando o corpo deformado do animal como uma lata vazia e amassada. Cuidei do cachorro. Gostava dele, afinal.
Mim no geum
Tá lá:
http://vcnog1.g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUC77933-8491,00.html
Jornalismo colaborativo é serviço comunitário de quem?
segunda-feira, 23 de julho de 2007
O Brasil lançou um foguete...

Cuba, por enquanto, não vai lançar. Mas no dia do lançamento do foguete em Alcântara, as cubanas, de novo, acabaram com as brasileiras, que amarelaram no fim - de novo. Refiro-me ao vôlei feminino dos PANacAmericanos, competição que inventaram para o Brasil achar que é potência olímpica.
Brown shower em Congonhas.
Enquanto o Brasil não ganha no vôlei, quero ver Cuba lançar um foguete. Cuba lançar, Cuba lançar.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
pensação do dia
"Se dói teu joelho, lembra, motherfucker, que não foste contratado por cotas para deficiente."
terça-feira, 17 de julho de 2007
Resenhas de uma linha só
Medos Privados em Lugares Públicos é um filme bobo com final de longa dos Trapalhões.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Líbano pra Mickey entender
"O Líbano pode ser comparado a uma bomba-relógio cujo tique-taque é acompanhado com angústia por todo o mundo."
"O Líbano vive aquele momento inicial de uma disputa entre pesos-pesados. Os boxeadores se encaram no centro do ringue, na expectativa de quem tomará o primeiro golpe."
E tem mais, sobre Clint Eastwood:
"Dirigir um filme é mais ou menos como comandar uma batalha."
* * *
Metáforas lulísticas. Normal seria se fossem do presidente. Mas, ironia da vida, são de Veja.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Sustenta aqui, ó
Acabei de chegar de uma reunião do Planeta Sustentável, iniciativa bacana patrocinada, entre outros, pela Bunge, que produz o óleo Soya, que tem soja transgênica na fórmula, que deixa ambientalistas em polvorosa. Na palestra - graças ao bom Deus sustentada por carolinas, sanduichinhos e suco de melancia - no suntuoso terraço Abril, de onde se vê a beleza púmblea da marginal Pinheiros crepuscular, o tema discutido era o de maior inserção de reportagens que tratam do tema do desenvolvimento sustentável.
Enquanto isso, no bar, este que sempre chama minha atenção, três televisões ligadas para ninguém ver. É, apaguem a luz e desliguem o monitor.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Ambulante
Era mais uma tarde corrida de trabalho quando alguém interrompeu o silêncio de berros da chefia e teclados sendo esmurrados: "Felipe, lembra do Armandinho?"
Assim como qualquer um, eu respondi o óbvio: "Aquele do 'quando Deus te desenhou ele tava sem borracha?'"
"Não, Tchulipe, o Armando, aquele que vendia bonecos de pano na Vila...Pois é, morreu."
"Poutz, que droga. Velhinho gente boa."
Nas duas horas seguintes, outros amigos e conhecidos, de outras procedências e galeras, comentaram o mesmo: "O Armando, dos bonecos, velho figura, bateu-se, escafedeu-se pras bandas de lá."
Teve até um chegado de Cásper, Matheus Pichonelli, cronista frustrado e repórter maldito, que escreveu um texto daóra sobre Armando, mas eu, tão frustrado e maldito quanto e possivelmente mais cansado, apaguei por acabar (acabei por apagar) e não vou republicar aqui.
Anfã. Armando me fez lembrar a velha que vendia sacolé (aka geladinho) pelas escolas da metrópole resendense. Ninguém falava dela, mas todos a conheciam, todos compravam seus chup-chups de groselha supermelados. A mesma coisa rolava com a tia dos churros da hora do recreio, o doidão do coco da praia, o cara da pipoca na saída da igreja. Quando sumiam, morriam ou se elegiam vereador em sua cidade em Minas, a gente se tocava de como eles davam um colorido lúdico e amistoso às ruas.
Armando era desses que tornavam as ruas da Vila Madalena e a região da Paulista, sempre cheias de buracos, matinhos, cocôs, mendigos, manobristas, flanelinhas, valetes, raio que os partam, chinelos de couro, mochilas de faculdade, olheiras de expediente e botas horrendas, um lugar mais humano e mais legal. Mesmo que quase ninguém percebesse isso.
Nunca comprei um bonequinho de pano dele.
