Yo voy casarme en Madagascar
Porque a mi me gustan las fiestas en la playa
Sé que no hay solamente playas en la isla de Madagascar
Pero creo que és un lugar exotico e increíble para casarme
No sé se mi novia vá a gustar de esa idea
Ella puede desear mucho más casarse en una iglesia
Entonces podríamos casarnos en una iglesia
Sin enbargo, hay que ser en una iglesia en Madagascar
Porqué yo yá he visto una casa para vivirmos allá
Es una casa hermosa en la isla de Madagascar
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
digressão
A felicidade é uma sensação?
E aqui estou tendo que responder essa pergunta. A felicidade é uma sensação? Não sei. Sei que é humanamente impossível não esboçar um mínimo sorriso com essa cena. Quem está feliz se vê dançando na calçada. Quem está feliz e é realista se vê dançando em meio a lixo boiando, sem ligar para a ameaça de enchente. Quem está feliz e sabe rir de si mesmo se vê dançando e imagina como ficar em pé com tantas estripulias e tanta tanta água. Difícil, então você cai, ri, levanta e, na primeira pirueta do guarda-chuva, espatifa um vaso. Quem está melancólico quer se inspirar e resgatar aquele velho sorriso automático, sem esforço. Quem vive dentro de uma concha e assiste a isso quer sair, pular sem medo. Quem tem a frieza de um atirador de elite, a rigidez do marechal prussiano, o equilíbrio laranja de um lama, certamente esboça uma sensaçãozinha, por mais que seja somente naquele instante mínimo e quase invisível que eles têm para ser só eles. Felicidade é sensação única porque cada um a manifesta e absorve de um jeito.
Estava chovendo meia hora atrás. Tinha cara de chuva feliz. Tinha consistência e volume certos – nada da garoa insossa que não molha mas deixa resfriado, muito menos de uma tromba d’água vertical. A chuva parou, voltei para a sala de aula. No caminho para casa, outra coincidência: o iPod cantarola Raul Seixas: “Eu perdi o meu medo, meu medo, meu medo da chuva”.
diálogo em 10 falas
– Eu demorei para entender que a Glenda me ligou domingo à tarde para eu “pôr imediatamente no Faustão e ver aquele pagodeiro, o Neto” – comentou a Bárbara no tom a que todos já estávamos acostumados: aquele que trazia embutido nos seus muitos decibéis “escutem-me, estou falando!”
– Neto?
– É a Glenda, né, Felipe? Ela queria falar Belo, o que estava preso. Mas na verdade era o Rodriguinho.
– WOW. O pagode não cansa de nos surpreender. E como ele está?
– Bicho, o cara fez uma tatuagem de colar – respondeu Gabriel com seu sotaque raro de capixaba naquele restaurante barulhento como obra de metrô sobre o solo.
– Como assim “de colar”? – engasguei com a massa recheada com muito frango e pouco damasco ao perguntar. – Ele tatuou um cordão no pescoço!?
– Não. Rapaz, uma tatuagem de colar, tipo henna, sacou?
– ...
– Rá! Nossa, essa foi demais. Estou me superando em piadas infames.
– Ô. Ri tanto dessa quanto daquela de ontem, quando você disse que estava “morrendo de rim” – desdenhou a Bárbara, que parecia alheia à conversa – algo quase impossível.
A Glenda, que deu início à conversa e desde então olhava da comida para o teto, do teto para o pátio, não agüentou os olhares que esperavam algum comentário, apontou para a própria cabeça e disparou:
– Ah, vocês são muito sem graça. Meu mundo é bem mais divertido!
